Vasalisa está a caminho da conquista da luz para o fogo.
Está no
escuro, na mata e não pode fazer mais nada a não ser prestar atenção à voz interior
que provém da boneca. Ela está aprendendo a confiar nesse relacionamento, e está
aprendendo ainda mais uma lição — a alimentar a boneca.
Como alimentar a intuição para que ela seja bem-nutrida e responda aos
nossos pedidos de que esquadrinhe as cercanias? Nós a alimentamos de vida — ela se
alimenta de vida quando nós prestamos atenção a ela. De que vale uma voz sem um
ouvido que a receba? De que vale uma mulher na selva da megalópole ou no cotidiano
da vida a não ser que ela possa ouvir a voz de La Que Sabe, Aquela Que Sabe, e nela
confiar?

Já ouvi mulheres que disseram estas palavras, se não centenas, então milhares
ResponderExcluirde vezes: “Eu sabia que devia ter seguido minha intuição. Pressenti que devia ou não
devia ter feito isso ou aquilo, mas não lhe dei ouvidos.” Nutrimos o profundo self
intuitivo ao prestar atenção a ele e ao agir de acordo com sua orientação. Ele é um
personagem autônomo, um ser mágico, mais ou menos do tamanho de uma boneca
que habita a terra psíquica da mulher interior. Nesse sentido, ele é como os músculos
no corpo. Se um músculo não for usado, ele acaba definhando. A intuição é
exatamente igual: sem alimento, sem atividade, ela se atrofia.