Vasalisa está a caminho da conquista da luz para o fogo.

Está no escuro, na mata e não pode fazer mais nada a não ser prestar atenção à voz interior que provém da boneca. Ela está aprendendo a confiar nesse relacionamento, e está aprendendo ainda mais uma lição — a alimentar a boneca. Como alimentar a intuição para que ela seja bem-nutrida e responda aos nossos pedidos de que esquadrinhe as cercanias? Nós a alimentamos de vida — ela se alimenta de vida quando nós prestamos atenção a ela. De que vale uma voz sem um ouvido que a receba? De que vale uma mulher na selva da megalópole ou no cotidiano da vida a não ser que ela possa ouvir a voz de La Que Sabe, Aquela Que Sabe, e nela confiar?

Comentários

  1. Já ouvi mulheres que disseram estas palavras, se não centenas, então milhares
    de vezes: “Eu sabia que devia ter seguido minha intuição. Pressenti que devia ou não
    devia ter feito isso ou aquilo, mas não lhe dei ouvidos.” Nutrimos o profundo self
    intuitivo ao prestar atenção a ele e ao agir de acordo com sua orientação. Ele é um
    personagem autônomo, um ser mágico, mais ou menos do tamanho de uma boneca
    que habita a terra psíquica da mulher interior. Nesse sentido, ele é como os músculos
    no corpo. Se um músculo não for usado, ele acaba definhando. A intuição é
    exatamente igual: sem alimento, sem atividade, ela se atrofia.

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