Na realidade consensual, todas temos acesso a mãezinhas selvagens em pessoa. Elas são mulheres e, assim que as vemos, algo dentro de nós salta e pensa “mamãe”. Damos uma olhada e sabemos. “Sou da sua prole. Sou sua filha. Ela é minha mãe; minha avó.”

Todos esses seres humanos poderiam ser chamados de pequenas mães selvagens. Geralmente cada pessoa tem pelo menos uma. Se tivermos sorte, ao longo da vida inteira teremos diversas. Na época em que conhecemos esse tipo de criatura já somos adultas ou pelo menos chegamos ao final da adolescência. Elas são muito diferentes da mãe-boa-demais. As pequenas mães selvagens nos orientam e se enchem de orgulho com nossas realizações. Elas também criticam os bloqueios na nossa vida criativa, sensual, espiritual e intelectual. Seu objetivo é o de nos ajudar, cuidar da nossa arte e reatar nossos vínculos com os instintos selvagens. Elas orientam a restauração da vida intuitiva. E ficam entusiasmadas quando entramos em contato com a boneca, orgulhosas quando encontramos a Baba Yaga e felizes quando nos vêem voltando com a caveira incandescente à nossa frente.

Comentários

  1. Já vimos que ser ingênua e boazinha demais é perigoso. Mas talvez você ainda
    não esteja convencida. Talvez esteja pensando: “Ai, meu Deus, quem quer ser como
    Vasalisa?” E eu lhe digo que você quer. Você quer ser como Vasalisa, realizar o que
    ela realizou e seguir pela trilha que ela deixou ao passar, pois é esse o caminho para
    reter e desenvolver a alma. Porque a Mulher Selvagem é a que ousa, a que cria e a que
    destrói. Ela é a alma primitiva e engenhosa que possibilita todos os atos e artes da
    criação. Ela forma uma floresta à nossa volta, e nós começamos a lidar com a vida a
    partir dessa perspectiva nova e original.

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