Durante a existência do jardim, a mulher escreve um diário, registrando os sinais de doação de vida e de retirada de vida.

Cada registro ajuda a formar uma sopa psíquica. No jardim, adquirimos prática para deixar que pensamentos, idéias,preferências, desejos e até mesmo amores vivam e morram. Plantamos, arrancamos, enterramos. Secamos sementes, fazemos a semeadura, protegemos as plantinhas. O jardim é uma prática de meditação, a de dizer a hora de alguma coisa morrer. No jardim, podemos ver chegar a hora de desfrutar e a hora da regressão. No jardim, estamos nos movendo de acordo com a inspiração e a expiração da grande natureza selvagem, não contra ela .Através dessa meditação, reconhecemos que o ciclo da vida-morte-vida é natural. Tanto o lado da mulher selvagem que dá a vida quanto aquele que distribui a morte estão esperando um contato amigo, esperando ser amados para sempre. Nesse processo, nós nos tornamos como a natureza selvagem cíclica. Temos a capacidade de infundir energia e reforçar a vida, sem atrapalhar o que vai morrer.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A vida de Vasalisa é revitalizada pela boneca e pelo seu encontro com Baba Yaga.

A sexta tarefa — Separar isso daquilo

A oitava tarefa — De pé nas quatro patas