A boneca assemelha-se ao passarinho dos contos de fadas que vem sussurrar no ouvido da heroína. Ele é quem revela o inimigo oculto e a atitude a tomar diante da situação. Essa é a sabedoria do homunculus, o pequeno ser interior. Ele é a ajuda que nem sempre está visível, mas que está sempre disponível

Não há bênção maior que uma mãe possa dar à filha do que uma confiança na veracidade da sua própria intuição. A intuição é transmitida de pai para filho da forma mais simples. “Você tem um bom raciocínio. O que você acha que está por trás disso tudo?” Em vez de definir a intuição como alguma peculiaridade irracional e censurável, ela é definida como a fala da verdadeira voz da alma. A intuição prevê a direção mais benéfica a seguir. Ela se autopreserva, capta os motivos e intenções subjacentes e opta pelo que irá provocar o mínimo de fragmentação na psique.

Comentários

  1. O processo é o mesmo no conto de fadas. A mãe de Vasalisa proporcionou um
    enorme privilégio à sua filha ao vincular a boneca a Vasalisa. O vínculo com nossa
    própria intuição propicia uma confiante dependência que resiste a tudo. Ele muda a
    diretriz da mulher de uma atitude de “o que será, será” para uma de “quero ver tudo o
    que há para ser visto”.
    O que essa intuição selvagem faz pelas mulheres? Como o lobo, a intuição tem
    garras que abrem as coisas e as sujeitam; ela tem olhos que enxergam através dos
    escudos da persona; ela tem ouvidos que ouvem sons fora da capacidade de audição
    do ser humano. Com essas espantosas ferramentas psíquicas, a mulher assume uma
    consciência animal9 astuta e até mesmo premonitória, que aprofunda sua
    feminilidade e aguça sua capacidade de se movimentar com confiança no mundo
    exterior.

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