As tradições e saberes do feminino eram passados desde a infância e ao longo da vida de uma mulher.
Muitos eram os ritos de passagem que preparavam e celebravam as novas fases pelas quais a mulher passava, como a menarca, a gestação, a menopausa e também, todos os conselhos que eram partilhados entre mulheres, quando estas reuniam-se em suas tendas vermelhas para menstruarem, parirem e simplesmente estarem juntas, passando adiante ensinamentos primordiais.
Uma menina então era preparada pelas mulheres para menstruar, para entender as energias do seu corpo, como viver com elas e o que isso significaria. O mesmo acontecia para a sua primeira relação e vinculação com seus relacionamentos, com a gestação e parto, aprendendo a compreender o que são as transformações do corpo, o que ele é capaz de fazer, ao que deve-se preparar e como integrar-se com a sabedoria do bebê, desta alma que escolheu compartilhar essa jornada com você e vir ao mundo através de você. A maternidade então era vivenciada, muitas vezes, em conjunto com outras mulheres. Sendo que a própria mulher, que agora é mãe, muito já compartilhou de outras mulheres antes, já viu, já presenciou, já sentiu, tudo que uma maternidade é. Assim, como acompanhou perdas, conquistas, separações, lutos, risadas e as mulheres tornando-se velhas sábias. Tudo estava ali, exposto o tempo todo. Toda a ciclicidade do feminino. Todas as suas mutações. Todas as suas mudanças. Todas as potencialidades, capacidades e facetas de uma mulher. Haviam todos os tipos. Todos os gostos. Todas as formas. Todas as dimensões que o feminino poderia alcançar. Ali, o tempo todo. Porque o feminino é assim, está sempre ao nosso redor.


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